quinta-feira, julho 07, 2011

Vento

Enquanto caminho,
Sem qualquer alento,
Sinto o vento.
Mas quando corro,
Com toda a força,
Não sinto o vento.

Será que o vento só existe
Quando nele nos refugiamos,
Ou será que o vento desaparece
Quando dele não precisamos?

Não sei.
Neste momento,
Apenas sinto o vento.

3 comentários:

Chellot disse...

Amo o vento quando é simplesmente uma brisa, mas quando se enfurece ele provoca medo.
adorei sua poesia.
Beijos doces.

Manuel Rosa disse...

Muito obrigado pelo comentário, concordo consigo quanto ao vento.
Beijos.

Maria do Rosário Leal disse...

Amigo poeta, o quotidiano é o seu "posto" de observação...De lá partem os seus "recados" ao mundo em forma de poemas, por vezes introspectivos, outros mais abrangentes. É um noctívago, talvez...Os seres da noite vêem o mundo com outros olhos e registam aquilo que o comum das pessoas não vê. Obrigada por ter partilhado comigo a sua poesia!
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