quarta-feira, julho 24, 2013

Abstracto

Flui no meu pensamento...
Liberta-te no abstracto
Que em ti não existe.
Senta-te onde eu me sento,
Não sejas sensato,
Continua, persiste...
Rodopio de coisa nenhuma
Escondido pela bruma.
Conjunto de pedaços
Ligados por laços
Como interligados
Num circuito, fechados...
És aquilo que não és,
Na busca do teu "eu"
No recôndito convés
Que um dia fora meu.

Flui no meu pensamento.
As folhas continuam a cair
E as flores a florir.
Nada pára por um momento...
Apenas a tua mente
Pára dentro do movimento.
Esquisito comportamento
De quem não sente...
Como se importasse
E fluindo se levasse
Pelo meu pensamento
Numa viagem abstracta,
(Impura)mente sensata...

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